Índia proíbe conteúdos do Paquistão, à medida que a tensão aumenta entre os países

A proibição abrange séries, filmes, música, podcasts e outros conteúdos digitais que tenham origem no Paquistão e foi publicada pelo Ministério da Informação e Radiodifusão da Índia
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O governo da Índia decretou que todos os serviços de streaming e outras empresas de conteúdos pagos ou não pagos devem retirar das suas grelhas qualquer conteúdo oriundo do Paquistão, alegando preocupações com a segurança nacional.

A proibição abrange séries, filmes, música, podcasts e outros conteúdos digitais que tenham origem no Paquistão e foi publicada pelo Ministério da Informação e Radiodifusão da Índia.

Em resposta à proibição, a Autoridade para as Telecomunicações do Paquistão bloqueou uma série de canais de Youtube e sítios relacionados com a Índia, alegando as mesmas motivações que a Índia.

A Índia atacou o Paquistão nesta quarta-feira, tendo provocado a morte a 31 pessoas, como medida de retaliação ao atentado perpetrado pelo Paquistão na zona de Caxemira administrada pela Índia, que tirou a vida a 25 turistas indianos e a um cidadão do Nepal.

O Paquistão, contudo, negou o seu envolvimento no atentado do passado dia 22 de abril em Pahalgam, Jammu e Caxemira , apesar das alegações da Índia relativamente ao seu envolvimento direto.

O escalar das tensões entre os dois países tem abrangido de forma gradual os conteúdos culturais, nomeadamente a música, o cinema ou os conteúdos digitais, já que dias antes o governo da Índia já tinha proibido o funcionamento dos canais de Youtube de vários artistas paquistaneses ou mesmo as contas de Instagram de atores populares na Índia, como Hania Aamir e Mahira Khan.

O filme do ator paquistanês Fawad Khan, “Abir Gulaal”, que tinha data de estreia marcada para 9 de maio na Índia, deixou de ter permissão para tal e todos os conteúdos promocionais e música do filme foram removidos do Youtube. No Paquistão, o mesmo filme já havia sido banido, mas por no seu elenco se encontrar a atriz indiana Vaani Kapoor.

Em 2019, no seguimento do ataque aéreo de Balakot, no qual a Índia bombardeou o Paquistão alegando querer atingir um grupo terrorista, ambos os países tinham recorrido a proibições semelhantes e tiveram impactos significativos na economia do Paquistão.