Terminou hoje a 65ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que decorre na Suíça, com o cinema português a ser muito bem elogiado. A forte presença portuguesa no festival, que contou com quatro curtas nacionais, foi premiada no palmarés com três prémios. O documentário “A Última Vez Que Vi Macau”, de João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, recebeu uma menção honrosa especial do júri à personagem Candy, interpretada por Cindy Scrash. Segundo o júri, este prémio foi atribuído como representante da “imensa coragem do cinema português num período em que as falhas do Governo e sistemas sociais ameaçam a arte cinematográfica em todo o mundo”. “A Última Vez Que Vi Macau” foi ainda reconhecido com o Boccalino d”Oro para melhor realização, prémio atribuído por jornalistas e críticos de cinema. A curta “O Que Arde Cura”, também do realizador João Rui Guerra da Mata, recebeu o prémio Legendagem Filme e Vídeo.

 

Olivier Père, o diretor artístico do Festival de Locarno, elogiou bastante o cinema português há dias, escrevendo que, “Portugal é um país que produz cinema, mas um cinema feito exclusivamente por artistas. Tem grandes mestres, os seus ‘poetas malditos’, mas também uma vanguarda jovem e incrivelmente talentosa”. Para além da atriz Ana Moreira ter feito parte do júri da secção Cineastas do Presente, Locarno fez uma homenagem aos 20 anos do Festival Curtas de Vila do Conde, exibindo quatro filmes.

 

O prémio mais apetecido no festival, o Leopardo de Ouro, foi entregue ao francês Jean-Claude Brisseau por “La Fille de Nulle Part”.

 

Competição Internacional

Leopardo de Ouro

La Fille de Nulle Part, de Jean-Claude Brisseau (França)

 

Prémio Especial do Júri

There Likes Me, de Bob Byington (EUA)

 

Melhor Realizador

Ying Liang, por When Night Falls (Coreia do Sul/China)

 

Melhor Atriz

An Nai, em When Night Falls (Coreia do Sul/China)

 

Melhor Ator

Walter Saabel, em The Shine of Day (Áustria)

 

Menção Especial do Júri

À personagem Candy, em A Última Vez que Vi Macau (Portugal)

 

 

Cineastas do Presente

Cineasta do Presente

Inori, de Pedro González-Rubio (Japão)

 

Melhor Realizador Emergente

Joel Potrykus, por Ape (EUA)

 

Prémio Especial do Júri Cine+

Not In Tel Aviv, de Nony Geffen (Israel)

 

Menção Especial

Tectonics, de Peter Bo Rappmund (EUA)

 

 

Primeira Obra 

Melhor Primeiro Filme

Memories Look At Me, de Song Fang (China)

 

Menção Especial

Ape, de Joel Potrykus (EUA)

 

 

Pardi di Domani

Melhor Curta-Metragem Internacional

The Mass of Men, de Gabriel Gauchet (Reino Unido)

 

Leopardo de Prata

Nuclear Waste, de Myroslav Slaboshpytskiy (Ucrânia)

 

Menção Especial

Los Retratos, de Iván D. Gaona (Colômbia)

 

European Film Awards

Back of Beyond, de Michael Lennox (Reino Unido)

 

Legendagem Filme e Vídeo

O Que Arde Cura, de João Rui Guerra da Mata (Portugal)