Morreu hoje, aos 89 anos, a atriz e cantora francesa Jeanne Moreau, um ícone do cinema francês. Moreau representou em mais de cem filmes durante 65 anos de carreira, como “A Noite” (1961) de Michelangelo Antonioni, “Jules e Jim” (1962) e “A Noiva Estava de Luto” (1968) ambos de François Truffaut, Fim-de-Semana no Ascensor” (1958) de Louis Malle“A Noiva Estava de Luto” (1968).

Poucos atores conseguem uma carreira que atravesse oito décadas. Jeanne Moreau começou a sua carreira em 1949 com “Dernier Amour” (1949) de Jean Stelli. Jeanne Moreau tornou-se numa das grandes estrelas do cinema francês e foi uma musa para Welles, Truffaut e tantos outros cineastas. Em 1960 recebeu o prémio para Melhor Atriz no Festival de Cannes, em “Recusa” de Peter Brook

Com uma carreira internacional a atriz trabalhou também com Orson Welles em “O Processo” (1962), com Wim Wenders, com Manoel de Oliveira em “O Gebo e a Sombra” (2012), com Jacques Becker em “O Último Golpe” (1954), com Joseph Losey em “Eva” (1962) e “Uma Estranha Mulher” (1982), com John Frankenheimer em “O Comboio” (1964), com Louis Malle em “Viva Maria!” (1965) e “Os Amantes” (1968), com Luc Besson em “Nikita – Dura de Matar” (1990) e muitos outros.