A atriz sueca Bibi Andersson, uma das musas do cineasta sueco Ingmar Bergman e nomes maiores do cinema sueco e europeu, morreu no passado domingo em Estocolmo, cidade onde nasceu em 1935.

O Instituto de Cinema Sueco anunciou hoje que Bibi Andersson morreu aos 83 anos. O porta-voz do Instituto de Cinema Sueco, Martin Frostberg, salientou que Bibi foi nomeada quatro vezes para o prémio anual de melhor atriz e recebeu o galardão equivalente no Festival de Berlim.

A causa da morte não foi ainda revelada, no entanto, os media suecos recordam que Andersson sofreu um AVC em 2009 que a obrigou a retirar-se da vida pública e que, desde então, morava numa residência assistida em Estocolmo.

Nascida com o nome Berit Elisabet Andersson, integrou o elenco de 90 filmes, 12 deles com o cineasta sueco Ingmar Bergman.

Formada pela Academia de Teatro de Estocolmo (Dramaten), começou a sua carreira na publicidade quando tinha 15 anos e quando Bergman dirigia anúncios para a televisão. Foi justamente Bergman que a fez transitar da televisão para o teatro, e só depois para o grande ecrã: foram quase 40 anos no cinema e no teatro.

Apareceu nas obras mais importantes do cineasta, entre eles “O Sétimo Selo” (1957), “Morangos Silvestres” (1957), e “A Máscara” (1966). Foi o seu papel neste último filme que lhe valeu o Guldbagge, o maior galardão do cinema sueco. Este sucesso abriu cmainho para colaborações internacionais com realizadores como John Houston (A Carta do Kremlin, 1970) e  Robert Altman (“Quinteto”, 1979).

Para além da sua enorme importância no cinema do seu país, lembrou ao mesmo jornal Jan Göransson, porta-voz do Instituto do Cinema sueco, Bibi Andersson tinha uma “extraordinária reputação internacional”, um “estatuto” semelhante ao de estrelas como Greta Garbo ou Ingrid Bergman. “Por isso diria que, hoje, é todo o mundo do cinema que chora a sua morte.”