Faleceu o ator sueco Max von Sydow, no passado dia 8 de março, em Paris, aos 90 anos, um dos melhores atores de sempre do cinema europeu, conhecido sobretudo pela participação em vários filmes do cineasta sueco Ingmar Bergman.

Nascido em abril de 1929, no seio de uma família de classe média-alta, estudou na Escola Real de Drama, em Estocolmo, tendo iniciado a carreira de ator no teatro. Estreia-se no cinema em 1949 com um papel secundário no drama “Apenas Mãe”, de Alf Sjöberg.

Tornou-se num dos atores de eleição de Ingmar Bergman ao ter colaborado com o cineasta em onze filmes. Esta colaboração iniciou-se com “O Sétimo Selo” (1957), com a memorável cena em que jogou xadrez com a morte. Seguiram-se “O Rosto” (1958), “A Fonte da Virgem” (1960), “Em Busca da Verdade” (1961), “Luz de Inverno” (1963), “A Hora do Lobo” (1968), “A Vergonha” (1968), “A Paixão” (1969) e “O Amante” (1971).

Da Suécia para a Europa e da Europa para Hollywood. Max von Sydow participou em mais de cem filmes e séries de televisão, tendo entrado em filmes como “A Carta do Kremlin” (1970), de John Huston, “Os Emigrantes (1971), de Jan Troell, “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, “Os Três Dias do Condor” (1975), de Sydney Pollack, “Fuga para a Vitória” (1981), de John Huston, “Conan e os Bárbaros” (1982), de John Milius, “O Voo da Águia” (1982), de Jan Troell, “Ana e as Suas Irmãs” (1986), de Woody Allen, “Pai” (1990), de John Power.

Fez de Jesus Cristo em “A Maior História de Todos os Tempos” (1965), de George Stevens, e de Imperador Ming em “Flash Gordon” (1980) e entrou em “Relatório Minoritário” (2002), “O Escafandro e a Borboleta” (2007) e “Shutter Island” (2010).

Ao longo da sua vasta carreira, recebeu apenas duas nomeações para os Óscares. Em 1989 foi nomeado pela primeira vez para o Óscar de Melhor Ator pela sua interpretação em “Pelle, o Conquistador” (1987), de Bille August. Max von Sydow tem aqui uma das suas melhores interpretações de sempre, num dos mais belos filmes europeus da década de 1980, que segue a jornada épica de um pai e um filho que deixam a Suécia para tentarem encontrar uma vida melhor na Dinamarca. Não ganhou o prémio de melhor ator, mas o filme venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. A segunda nomeação foi para o Óscar de Melhor Ator Secundário, em “Extremamente Alto, Incrivelmente Perto” (2011), de Stephen Daldry. Voltou a não ganhar, tendo o prémio sido entregue a Christopher Plummer nesse ano.