FILE - This April 24, 2015 file photo shows Terry Jones at a special Tribeca Film Festival screening of "Monty Python and the Holy Grail" in New York. Celebrations for the 40th anniversary of the Monty Python comedy classic "Life of Brian" are being somewhat overshadowed by the health news of Jones. Jones is "very robust" although "on the downhill slope" due to dementia, according to his friend and colleague Michael Palin. Jones was diagnosed in 2015 with a form of dementia that impairs the ability to speak.(Photo by Andy Kropa/Invision/AP, File)

Morreu Terry Jones

Morreu esta terça-feira (21 de janeiro) Terry Jones, um dos fundadores do grupo britânico de humor Monty Python, e também ator, realizador, argumentista e historiador. O humorista, que sofria de demência, uma doença progressiva, morreu aos 77 anos, em Londres.

Nascido a 1 de fevereiro de 1942, Terence Graham Parry Jones foi um dos fundadores do grupo humorístico que revolucionou o humor, juntamente com Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin e Terry Gilliam (o único norte-americano no grupo e que se juntou mais tarde). Apresentaram-se em 1969 com o Monty Python’s Flying Circus, um programa de humor na BBC, que esteve em transmissão de outubro de 1969 até 1974. Como membro dos Monty Python, Jones é lembrado pelos seus papéis de mulheres de meia-idade e o odiado “homem na rua”. Normalmente escrevia sketches em parceria com Michael Palin.

Como realizador estreou-se em 1975 com o clássico “Monty Python e o Cálice Sagrado”, seguindo-se “A Vida de Brian” (1979), filme onde interpretou a mãe de Brian, e “O Sentido da Vida” (1983). Realizou ainda “Erik the Viking” (1989), um filme de fantasia,The Wind in the Willows” (1996) e Absolutely Anything – Uma Comédia Intergaláctica” (2015), uma comédia de ficção científica. Como ator participou em várias séries e filmes de televisão e teve participações em filmes como “Aventuras em Terras do Rei Bruno, o Discutível” (1977), Os Marretas contra-atacam” (1981), “Contado Ninguém Acredita” (2006).

Terry Jones é assim o segundo Monty Python a morrer depois de Graham Chapman, que morreu em 1989, aos 48 anos. Ficam agora quatro elementos do grupo. John Clesse escreveu a seguinte mensagem na sua conta do Twitter: “Acabei de ouvir sobre Terry J. Parece estranho que um homem com tantos talentos e entusiasmo sem fim tenha desaparecido tão gentilmente … Das suas muitas realizações, para mim o maior presente que ele nos deu foi a realização de ‘Life of Brian’. Perfeição. Dois já foram, faltam quatro.”

A sua morte deixa o humor e o cinema mais pobres e a vida menos sorridente.