Novo filme do realizador Miguel Gonçalves Mendes tem estreia mundial na 49ª edição da Mostra de São Paulo

“De Lugar Nenhum”, de Miguel Gonçalves Mendes, é um retrato íntimo do escritor Valter Hugo Mãe e estreia mundialmente a 25 de Outubro na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
"De Lugar Nenhum", de Miguel Gonçalves Mendes "De Lugar Nenhum", de Miguel Gonçalves Mendes

Novo filme do realizador Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”), sobre o escritor Valter Hugo Mãe, tem estreia mundial na 49ª edição da Mostra de São Paulo. “De Lugar Nenhum” é um retrato íntimo do escritor Valter Hugo Mãe e estreia mundialmente a 25 de Outubro na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo – um dos maiores e mais prestigiados Festivais de Cinema da América Latina.

Descrito por Lídia Jorge como o trabalho de Miguel Gonçalves Mendes mais próximo da perfeição, “De Lugar Nenhum” é o resultado de sete anos de filmagens em que o realizador acompanha Valter Hugo Mãe na escrita do seu romance «A Desumanização», entre viagens pela Islândia, Brasil, Portugal, Colômbia e Macau.

Uma meditação visual sobre solidão, perda e pertença, com participações da famosa cartunista brasileira Laerte Coutinho e do compositor islandês Hilmar Örn Hilmarsson, mentor de bandas como Sigur Rós e Björk.

“De lugar nenhum” integra o ambicioso projeto “O Sentido da Vida”, ao qual o realizador dedicou os últimos 10 anos, composto por 9 longas metragens – distribuídas pela NOS Audiovisuais – e uma série para a RTP1. O realizador explica que o projecto assenta num caleidoscópio de personagens contemporâneas que nos convidam a refletir sobre o que faz de nós, humanos, seres singulares.

Nascido em 1978, na Covilhã, Miguel Gonçalves Mendes estudou Realização (especialização em Montagem) na Escola Superior de Teatro e Cinema. Grande parte do seu trabalho documental resultou no retrato de vários ícones portugueses.

Além de Saramago, traçou o retrato de Eduardo Lourenço (“O Labirinto da Saudade”), Prémio Sophia de Melhor Documentário, da Academia Portuguesa de Cinema, e Mário Cesariny (“Autografia”). “José e Pilar” marcou a primeira vez que um documentário foi submetido por Portugal para concorrer ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Estreou comercialmente no México, Argentina, Brasil e em Espanha.

Com uma carreira de mais de vinte anos mantém colaborações regulares com as produtoras El Deseo (irmãos Almodóvar, Espanha) e 02 Filmes (produtora de Fernando Meirelles, Brasil). Foi convidado pela National Geographic Brasil para realizar um documentário sobre educação no país, e quatro dos seus filmes integram o Plano Nacional de Cinema e o currículo escolar português. É membro permanente e fundador da Academia Portuguesa de Cinema, onde foi vice-presidente.

Atualmente, encontra-se em fase de pós-produção do projeto cinematográfico “O Sentido da Vida”, e no qual trabalhou com personalidades como o advogado de direitos humanos Baltasar Garzón, a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff e o astronauta dinamarquês Andreas Mogensen. Nesta longa-metragem, destaca-se a instalação, na Estação Espacial Internacional, de uma obra de arte criada pelo artista Vhils. Prepara ainda uma nova longa-metragem de ficção: a adaptação ao cinema de «O Evangelho Segundo Jesus Cristo», de José Saramago.

A estreia comercial nos cinemas, em Portugal, está prevista para o primeiro trimestre de 2026.