Academia Portuguesa de Cinema escolheu o filme “Parque Mayer”, de António-Pedro Vasconcelos, para representar Portugal na edição de 2019 dos Prémios Ariel como candidato a Melhor Filme Ibero-americano da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas do México.

Três anos depois de “Amor Impossível” (2015), António-Pedro Vasconcelos regressa aos cinemas com um novo filme sobre o início do salazarismo. Escrito por Tiago Santos, “Parque Mayer” decorre em Lisboa, no início do Estado Novo (1933), tendo como pano de fundo a história de Deolinda, uma jovem da província que tem o sonho de ser artista no Parque Mayer e que se apresenta num casting para coristas para a nova revista no teatro Maria Vitória.

Durante os ensaios, Deolinda apaixona-se por Mário, o encenador, mas este está fascinado por Eduardo, a estrela da revista que, por sua vez, tenta seduzir Deolinda. À medida que a narrativa se desenrola, o Estado Novo começa a apertar o cerco e a liberdade de cada um está cada vez mais limitada.

Depois de filmes como “Call Girl” (2007), “A Bela e o Paparazzo” (2010), “Os Gatos Não Têm Vertigens” (2014) ou “Amor Impossível” (2015), este filme marca a quinta parceria entre o realizador António-Pedro Vasconcelos, o produtor Tino Navarro e o argumentista Tiago Santos. O elenco é composto por Francisco Froes, Daniela Melchior, Diogo Morgado, Miguel Guilherme, Alexandra Lencastre, Carla Maciel, Miguel Borges, Almeno Gonçalves e Tino Navarro.

Segundo dados do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual), “Parque Mayer” foi o terceiro filme português mais visto de 2018, com mais de 33 mil espectadores.

Os prémios Ariel são celebrados desde 1947 com o objetivo de distinguir o melhor do cinema ibero-americano. Os vencedores da 61.ª edição dos prémios Ariel serão anunciados em abril de 2019.