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E tudo começou com a Branca de Neve.

Foi em finais da década de 30 (1937) que nos estúdios de animação da Disney 32 desenhadores, acompanhados por uma muito basta equipa técnica/artística, fizeram chegar ás salas de cinema o primeiro grande clássico da companhia fundada por Walt Disney, e também a primeira longa metragem de animação americana. Para gáudio da petizada, estava assim apresentado ao mundo “Branca de Neve e os Sete Anões”.

 

Segundo me dizem, “branca de neve…” foi o primeiro filme que eu fui ver aos cinemas, aquando duma reposição deste numa sala da minha cidade; honestamente, não posso dizer que me lembre de tal episódio. Lembro-me contudo de ver este filme em VHS e na televisão, e lembro-me que, durante bastante tempo, a cena da maçã envenenada fez com que durante bastante tempo eu nao pudesse ir ao mercado sem imaginar que alguma daquelas velhotas vendedoras de frutos poderiam também estar a tramar alguma.

 

Mas adiante com as memórias. Vendo bem o filme com outros olhos, e nunca deixando de reconhecer a sua qualidade, posso afirmar que não é o meu favorito da Disney. (O conceito da princesa e do seu principe encantado e o conceito do “e viveram felizes para sempre” nunca foi de todo algo que me apelasse a atenção.) Mas como em tudo na vida, o primeiro é o primeiro, e no que a primeiros filmes toca, os estudios de animação da Disney não poderiam ter desejado por melhor estreia no mercado. A atenção das crianças fora conquistada. A atenção dos pais fora conquistada. A atenção de Hollywood fora conquistada. Branca de neve e os seus sete pequenos amigos marcaram o inicio de uma era, e por isso merece a sua homenagem…