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Pode o filme Bond 25, o último com Daniel Craig, ter uma surpresa bombástica? A última grande especulação, protagonizada pelo Daily Mail, nomeia a atriz britânica Lashana Lynch como a próxima agente secreta 007.

Por mais enigmático que pareça à primeira vista, é exatamente o tipo de mudança que se espera por parte do realizador Cary Fukunaga (Maniac, 2018), que fará o seu melhor para tornar a quinta e última aparição de Daniel Craig o mais memorável possível.

Já se sabe que Lynch (Capitão Marvel, 2019) interpreta a agente do MI6, Nomi, que substitui um James Bond aposentado na Jamaica, enquanto o seu amigo da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright) tenta recrutá-lo para uma última missão. Essa consiste em Bond resgatar um cientista sequestrado (Ana de Armas ou David Dencik?), que supostamente está envolvido num esquema de engenharia genética criado pelo vilão interpretado por Rami Malek (Bohemian Rhapsody, 2018). Há até mesmo o suposto retorno de Blofeld (Christoph Waltz), na qual Madeleine (Lea Seydoux), do antecessor Spectre“, o visita na prisão para extrair informações valiosas.

Esta ideia de Nomi assumir o papel do famoso 007 está rodeada de excitação, mas também de alguma controvérsia. Isso nunca aconteceu antes embora James Bond tenha recebido temporariamente o código 7777 no filme 007 – Só Se Vive Duas Vezes (1967) – mas como o agente secreto não está morto, talvez haja uma boa razão para o MI6 não ter retirado o 007 do sistema, tendo atribuído esse papel a Nomi. Quem sabe? Outro momento que está a alimentar estes rumores é o momento em que M (Ralph Fiennes) chama o 007 e aparece Nomi.

Desta forma, a agente secreta teria de enfrentar muitos dos medos e ansiedades com que James Bond já havia lidado. Como um diamante em bruto, Bond poderia ajudar a orientar Nomi da mesma forma que este foi orientado por M (Judi Dench) em Casino Royale (2006), ensinando-a a lidar com a morte e a operar de uma forma mais perspicaz. Do outro lado, Nomi poderia ajudar a ressuscitar o amor e a compaixão que o agente secreto viveu pela primeira vez com Vesper (Eva Green), também no filme “Casino Royale”.

É aqui que entra o trabalho da atriz e escritora Waller-Bridge, que vai procurar acrescentar o seu humor peculiar e profundidade psicológica à obra. Em entrevista ao Deadline, esta revela que este tipo de psicologia é “realmente interessante”, e acrescenta que “alguém que pode matar e também ser charmoso” é uma das maiores qualidades de toda a saga 007, sendo que o que mais atrai à escritora “é a sagacidade”.

O filme chega às salas de cinema portuguesas a 9 de abril de 2020.