“O Vento Assobiando nas Gruas”, de Jeanne Waltz, baseado no romance homónimo de Lídia Jorge, estreia em fevereiro nos cinemas nacionais

"O Vento Assobiando nas Gruas" (2023), da realizadora suíça Jeanne Waltz "O Vento Assobiando nas Gruas" (2023), da realizadora suíça Jeanne Waltz
"O Vento Assobiando nas Gruas" (2023), da realizadora suíça Jeanne Waltz, protagonizado pela atriz portuguesa Rita Cabaço

“O Vento Assobiando nas Gruas”, o mais recente filme da realizadora suíça Jeanne Waltz, é uma adaptação livre do premiado romance homónimo de Lídia Jorge, publicado em 2002, estreia a 29 de fevereiro nos cinemas nacionais.

Protagonizado pela atriz Rita Cabaço, o argumento escrito pela própria realizadora acompanha a história de Milene Leandro, uma jovem mulher que, com a morte da avó e com os tios de férias no estrangeiro, se vê abandonada, mas se torna independente. É numa antiga fábrica de conservas da família Leandro que Milene é encontrada pelos cabo-verdianos Mata, que escolheram aquele local para viver.

Integralmente filmado na região do Algarve, o filme é uma coprodução luso-suíça, entre a C.R.I.M. e a BOX Productions, em coprodução com a RTS. , integram também o elenco os seguintes nomes: Milton Lopes, Maria Fortes, Beatriz Batarda, Isabel Cardoso, Carla Maciel, Ruben García, João Lagarto, Romeu Runa, Cleo Diára, Elísio Pereira e Severa Reis; e com a participação especial de Ana Zanatti e Dino D’Santiago – que compôs duas músicas para a banda sonora do filme.

Nas notas de intenções, a realizadora procurou ser fiel às personagens do romance de Lídia Jorge: “a minha adaptação de ‘O Vento Assobiando nas Gruas’ vai buscar ao emaranhado da história dois fios principais. O primeiro conta o desabrochar do primeiro amor adulto de Milene, um amor que a transforma e torna independente. O segundo acompanha o retrato de duas famílias, uma branca e outra negra, no Algarve dos anos ’90. Este é um filme que procura falar do outro, do diferente, do estrangeiro. Que nos assusta e atrai, acolhe e afasta. Do qual sempre precisamos. Quanto mais afastado está de nós, quanto mais caminho temos de percorrer, mais hipóteses temos de descobrir coisas que nem supúnhamos existir; tanto no outro como em nós.”

Esta é a terceira longa-metragem da realizadora e argumentista Jeanne Waltz, depois de um intervalo de 17 anos desde o seu segundo filme “Nada Meiga” (2007) e de 20 anos deDaqui p’ra alegria” (2004).

"O Vento Assobiando nas Gruas" (2023), da realizadora suíça Jeanne Waltz

O filme de Jeanne Waltz é um dos sete filmes nomeados para o Prix de Soleure, no contexto do 59.º Festival de Cinema Solothurn (Solothurn Film Festival), o segundo festival de cinema mais antigo da Suíça, que está a decorrer até dia 24 de janeiro. Segundo o comunicado de imprensa, o “prémio destina-se a destacar filmes focados em temas humanistas, com narrativas cativantes, abordadas de forma envolvente e inovadora, e tem o valor de 60 mil francos suíços (cerca de 64 200€), a partilhar entre produtores e realizadores.”.

Para Jeanne Waltz a nomeação de “O Vento Assobiando nas Gruas” para o prestigiado Festival de Cinema suíço, “é um enorme privilégio e uma oportunidade única para a promoção do cinema que se faz em Portugal”. O filme será exibido a 20 de janeiro, com a presença realizadora e o vencedor anunciado no último dia do festival, 24 de janeiro.

“O Vento Assobiando nas Gruas” teve a sua estreia mundial na Califórnia em outubro 2023, no âmbito do festival de cinema norte-americano Mill Valley e estreia a 29 de fevereiro aos cinemas de Portugal.