“O Vento Assobiando nas Gruas”, o mais recente filme da realizadora suíça Jeanne Waltz, é uma adaptação livre do premiado romance homónimo de Lídia Jorge, publicado em 2002, estreia a 29 de fevereiro nos cinemas nacionais.
Protagonizado pela atriz Rita Cabaço, o argumento escrito pela própria realizadora acompanha a história de Milene Leandro, uma jovem mulher que, com a morte da avó e com os tios de férias no estrangeiro, se vê abandonada, mas se torna independente. É numa antiga fábrica de conservas da família Leandro que Milene é encontrada pelos cabo-verdianos Mata, que escolheram aquele local para viver.
Integralmente filmado na região do Algarve, o filme é uma coprodução luso-suíça, entre a C.R.I.M. e a BOX Productions, em coprodução com a RTS. , integram também o elenco os seguintes nomes: Milton Lopes, Maria Fortes, Beatriz Batarda, Isabel Cardoso, Carla Maciel, Ruben García, João Lagarto, Romeu Runa, Cleo Diára, Elísio Pereira e Severa Reis; e com a participação especial de Ana Zanatti e Dino D’Santiago – que compôs duas músicas para a banda sonora do filme.
Nas notas de intenções, a realizadora procurou ser fiel às personagens do romance de Lídia Jorge: “a minha adaptação de ‘O Vento Assobiando nas Gruas’ vai buscar ao emaranhado da história dois fios principais. O primeiro conta o desabrochar do primeiro amor adulto de Milene, um amor que a transforma e torna independente. O segundo acompanha o retrato de duas famílias, uma branca e outra negra, no Algarve dos anos ’90. Este é um filme que procura falar do outro, do diferente, do estrangeiro. Que nos assusta e atrai, acolhe e afasta. Do qual sempre precisamos. Quanto mais afastado está de nós, quanto mais caminho temos de percorrer, mais hipóteses temos de descobrir coisas que nem supúnhamos existir; tanto no outro como em nós.”
Esta é a terceira longa-metragem da realizadora e argumentista Jeanne Waltz, depois de um intervalo de 17 anos desde o seu segundo filme “Nada Meiga” (2007) e de 20 anos de “Daqui p’ra alegria” (2004).

O filme de Jeanne Waltz é um dos sete filmes nomeados para o Prix de Soleure, no contexto do 59.º Festival de Cinema Solothurn (Solothurn Film Festival), o segundo festival de cinema mais antigo da Suíça, que está a decorrer até dia 24 de janeiro. Segundo o comunicado de imprensa, o “prémio destina-se a destacar filmes focados em temas humanistas, com narrativas cativantes, abordadas de forma envolvente e inovadora, e tem o valor de 60 mil francos suíços (cerca de 64 200€), a partilhar entre produtores e realizadores.”.
Para Jeanne Waltz a nomeação de “O Vento Assobiando nas Gruas” para o prestigiado Festival de Cinema suíço, “é um enorme privilégio e uma oportunidade única para a promoção do cinema que se faz em Portugal”. O filme será exibido a 20 de janeiro, com a presença realizadora e o vencedor anunciado no último dia do festival, 24 de janeiro.
“O Vento Assobiando nas Gruas” teve a sua estreia mundial na Califórnia em outubro 2023, no âmbito do festival de cinema norte-americano Mill Valley e estreia a 29 de fevereiro aos cinemas de Portugal.

