“F1”: a receita do que resultará sempre

Durante quase três horas que passam a correr, assistimos ao regresso do Sonny Hayes (Brad Pitt) ao ativo, depois de ser convidado por um antigo colega (Javier Bardem), para salvar a sua equipa que não tem conseguido os resultados esperados na F1, tendo que fazer parceria com um piloto da nova geração (Damson Idris).
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“F1: O Filme” parece estar a posicionar-se para ser o grande blockbuster do verão de 2025. O filme produzido não só por Brad Pitt mas também pelo piloto Lewis Hamilton, conta com Joseph Kosinski como realizador, já tendo provado com “Top Gun: Maverick” que está preparado para grandes projetos como este. Durante quase três horas que passam a correr, assistimos ao regresso do Sonny Hayes (Brad Pitt) ao ativo, depois de ser convidado por um antigo colega (Javier Bardem), para salvar a sua equipa que não tem conseguido os resultados esperados na F1, tendo que fazer parceria com um piloto da nova geração (Damson Idris).

Há dois elementos básicos que fazem com que este filme resulte: um elenco de luxo, encabeçado pela super-estrela Brad Pitt, e atores secundários que conseguem facilmente estar ao seu nível, não se deixando ofuscar pela sua presença. Destacam-se Javier Bardem com a sua presença inigualável, Damson Idris com o seu carisma do piloto celebridade, Kerry Condon com o seu charme subtil e ainda Tobias Menzies, como o vilão surpresa. Para que tudo isto funcione, basta um argumento simples, carregado dos habituais clichés que todos gostamos e que nos fazem sair bem dispostos da sala de cinema.

A esta base, Joseph Kosinski acrescenta ainda excelência no som, na imagem, na edição e na fotografia combinado com uma banda sonora de grandes êxitos que vão desde os Led Zepplin aos Queen, uma trilha original de artistas pop da atualidade como Tate McRae e Ed Sheeran e, finalmente, as composições de Hans Zimmer que acrescentam uma grande carga dramática a qualquer cena. Os fãs do desporto ficarão também contentes com alguns cameos de verdadeiros pilotos ao longo de toda a longa-metragem.

Naturalmente, é preciso saber para o que se vai e se é puro entretenimento que queremos, é puro entretenimento que vamos ter.

No fim-de-semana de estreia, “F1” arrecadou 140 milhões de dólares e Hollywood mostra aqui que sabe encontrar os ingredientes certos: uma equipa técnica competente, uma grande estrela de Hollywood no papel principal, boas sequências de ação, com um boa banda sonora e o habitual enredo da segunda oportunidade dada ao protagonista reformado. Numa época de escassez de filmes originais e abundância de sequelas e remakes, parece ser esta a receita que resultará sempre.

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“F1”: a receita do que resultará sempre
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