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«A Viagem de Pedro», de Laís Bodanzky, tem estreia mundial

O filme é realmente aguardado, pois teve data de estreia prevista para o segundo semestre de 2019 e eis que finalmente estreia, mundialmente, na 45.ª Mostra de Cinema de São Paulo, com exibição no festival a trinta de Outubro de 2021.

É o filme mais caro realizado pela cineasta brasileira Laís Bodanzky («Bicho de Sete Cabeças» 2000, «Como Nossos Pais» 2017), produzido com quase R$ 8,5 milhões de orçamento e uma equipa de quase duzentas pessoas. O nome ‘Pedro’ indica a personagem em torno da qual o filme gira, o Pedro por detrás de Dom Pedro, respondendo à questão que Bodanzky se coloca para saber onde foi que o imperador errou aquando da batalha pelo trono e que o torna Rei de Portugal. A personagem é protagonizada por Cauã Reymond e oitenta por cento das cenas acontecem no ambiente da embarcação em retorno à Europa. A direcção artística e o design merecem, portanto, destaque pela recriação do interior da nau, ao passo que a longa-metragem é também rodada no veleiro Cisne Branco.

Cauã Reymond assina a produção, numa aventura luso-brasileira que junta as produtoras Buriti Filmes, Biônica Filmes, Sereno Filmes, e O Som e a Fúria (do realizador e aqui produtor executivo Luís Urbano).

© O Som e a Fúria

Conta a sinopse oficial da produtora portuguesa ‘O Som e a Fúria‘: 1831, durante a travessia do Atlântico numa fragata inglesa rumo à Europa, Pedro, o ex-imperador do Brasil, busca forças físicas e emocionais para enfrentar seu irmão que usurpou seu reino em Portugal. Pedro vê-se doente e inseguro. Entra na embarcação em busca de um lugar e de uma pátria. Em busca de si mesmo. 

Mergulhado num oceano de contradições e de memórias que reflectem a conquista e a chegada ao trono, o reinado de Dom Pedro serve de mote para o filme se interrogar sobre o retrato do Brasil, na sua tensão com Portugal e a Escravatura.

Welket Bungué e Cauã Reymond © Mostra de Cinema de São Paulo

Ainda que o destaque vá para o 4.º Rei de Portugal, o elenco é de luxo, Welket Bungué no papel de Contra Almirante Lars, Victória Guerra como Amélia (última esposa de Dom Pedro), Luise Heyer como Leopoldina, Luísa Cruz como Carlota Joaquina, João Lagarto no papel de D. João VI, Isac Graça como D. Miguel, Francis Magee (o Yoren da série «The Game of Thrones») é Comandante Talbot, e Isabél Zuaa como Dira, entre outros.

Ainda não se conhece a data de estreia do filme em Portugal, distribuído pela Alambique Filmes.

Assista ao ‘teaser’ do filme aqui.

 

Pela Mostra de Cinema de São Paulo também passou o filme «7 Prisioneiros» (2021) – (saiba mais aqui) – ,de Alexandre Moratto, recém exibido em Veneza e em Toronto, com Rodrigo Santoro.  Da mostra brasileira também faz parte a escolha brasileira para nomeado ao Melhor Filme Internacional dos Óscares, «Deserto Particular» (2021), de Aly Muritiba, – saiba mais aqui-. Em perspectiva internacional, será exibido «The French Dispatch», de Wes Anderson, que estreia dia 11 de Novembro nas salas de cinema portuguesas. O realizador português Paulo Rocha é o homenageado do Festival, sendo-lhe dedicada a Retrospectiva coma exibição de sete dos seus filmes mais importantes, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa.

A Mostra de Cinema de São Paulo termina a 3 de Novembro e acontece em formato híbrido.

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