"Mr. Turner" (2014)_1

O destaque desta semana vai para “Mr. Turner”, um biopic de Mike Leigh que reconstitui os últimos anos de vida de um dos mais importantes e influentes artistas britânicos, procurando “explorar o homem, o seu trabalho, as suas relações, o seu modo de vida”, nas palavras do realizador. Leigh regressa assim aos filmes de época, depois de “Vera Drake” (2004). Para o papel principal, escolheu Timothy Spall, com quem trabalhara em ocasiões anteriores (“A Vida é Doce”, “Segredos e Mentiras”, “Topsy Turvy”). A sua interpretação do pintor romântico valeu-lhe a distinção de melhor actor do Festival de Cannes e da Academia Europeia de Cinema. “Mr. Turner” estreia hoje nas salas de cinema portuguesas.

Joseph Mallord William Turner nasceu em Londres (Inglaterra), em 1775, numa família modesta. Com um invulgar e surpreendente talento para o desenho e a pintura, viria a tornar-se um dos maiores vultos mundiais das artes plásticas. Mestre da pintura paisagística, tanto em óleo como em aguarela, foi responsável pela elevação do estatuto desta forma particular de arte. A sua produção era indissociável do fascínio pela cor e pela luz, traduzido em técnicas que seriam, anos mais tarde, retomadas pelos impressionistas. O mar e as tempestades eram temas de eleição de Turner, ao ponto de se ter amarrado aomastro de um barco para pintar um temporal. Mas o artista distinguiu-se também pela personalidade forte, excêntrica e obstinada. As elites do seu tempo votavam-lhe um misto de desprezo e de inevitável reconhecimento do seu génio indisciplinado. Morreu em 1851, aos 76 anos, na capital inglesa, depois de proferir a lendária frase “O sol é Deus”. Não deixou mulher nem descendência, mas deixou um legado imenso – até o Prémio Turner, o conceituado galardão britânico de arte, lhe deve o nome.

Sinopse: Cinecartaz Público