A plataforma de streaming Filmin, o Parlamento Europeu em Portugal e a Comissão Europeia, apresentam na semana de 15 a 21 de maio uma mostra gratuita de oito filmes europeus para celebrar os 70 anos primeiro passo dado para a criação da União Europeia, o Plano Schuman (a 9 de maio de 1950).

O Europa Film Fest pretende “trazer à tona uma reflexão sobre a ideia de Europa através do cinema que nela é criado”, com oito filmes vencedores e finalistas do Prémio LUX do Parlamento Europeu, assim como outras obras apoiadas pelo Programa Europa Criativa.

A mostra propõe uma seleção de filmes, entre os quais os mais representativos da cinematografia europeia dos últimos anos, em sinal aberto, acessível gratuitamente registando-se em www.filmin.pt.

“Neste período de crise, em que a população se encontra confinada às suas casas e em que os equipamentos de fruição cinematográfica (cinemas, cineclubes, etc.) se encontram encerrados, esta iniciativa visa celebrar a Europa, a sua identidade e diversidade, oferecendo a excelência da produção que nela floresce a todos os cidadãos em isolamento.”

“A iniciativa tem por objetivo celebrar a União Europeia como espaço comum de liberdade criativa, a Europa que apoia a sétima arte e encoraja os seus criadores, nomeadamente no âmbito do Programa Europa Criativa (https://www.europacriativa.eu/)”\

Da selecção destaca-se “Deus Existe, o Seu Nome é Petrunya”, de Teona Strugar Mitevska, que será uma estreia exclusiva em Portugal. Realizado por Teona Strugar Mitevska, e resultante de uma co-produção da Macedónia do Norte (país de origem da cineasta), Bélgica, Eslovénia, Croácia e França, o filme é um “retrato audacioso de uma jovem mulher desconsiderada que se torna militante dos direitos da mulher”.

Europa Film Fest (15 a 21 de maio):

Deus Existe, o Seu Nome é Petrunya, de Teona Strugar Mitevska – Galardoado com o prémio LUX 2019. Uma peça irreverente sobre a afirmação feminina, por fim acessível em território nacional.

Toni Erdman, de Maren Ade – Grande vencedor dos European Film Awards, conta também com duas nomeações a Melhor Filme Estrangeiro nos Globos de Ouro e Oscars. Comédia dotada de extrema sensibilidade, dualmente irrisória e humana.

Mustang, de Deniz Gamze Ergüven – Considerado um dos filmes do ano em 2015 e ao qual foram atribuídos inúmeros prémios e nomeações. Apelidado de “As Virgens Suícidas” turco, a história de cinco irmãs contra o mundo.

Ida, de  Paweł Pawlikowski – Vencedor do título de Melhor Filme Estrangeiro de 2013 em várias cerimónias, entre as quais, Oscars, Prémios Goya e BAFTA. De um dos mais brilhantes realizadores europeus, um inesquecível ensaio a preto e branco sobre uma jovem judia na Polónia de 1962.

Ciclo Interrompido, de Felix Van Groeningen – De 2012, também indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor nos Prémios César e LUX, um assombroso milagre belga em forma de drama musical.

O Fantasma da Sicília, de Fabio Grassadonia, Antonio Piazza – Filme que abriu a semana da Crítica no Festival de Cannes 2017, um conto inexplicavelmente encantado, onde o primeiro amor e o buraco negro que é a máfia italiana se entrelaçam.

Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira – Um dos filmes portugueses mais aclamado da última década. A respeito do colonialismo, tendo como centro um casal separado pela guerra, sem escolha a não ser unir-se através da palavra escrita.

Mediterrânea, de Jonas Carpignano – Estreado na Semana da Crítica do Festival de Cannes e finalista do Prémio Lux de Cinema Europeu em 2015. Uma primeira obra obrigatória sobre a crise migratória a nível mundial.