KINO 2021: Programa

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KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã, na sua 18.ª edição, entre 21 e 27 de janeiro, volta a abrir o ano cinematográfico de Lisboa, dando a oportunidade de ver dezoito longas-metragens inéditas no Cinema São Jorge e também em streaming, numa parceria com a Filmin. Organizada pelo Goethe-Institut Portugal, em colaboração com as embaixadas dos países participantes, a mostra apresenta uma oportunidade única para assistir à mais atual produção cinematográfica oriunda da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo.

Apostando numa programação eclética e estimulante, a Mostra abre com o filme sensação da última edição do Festival de Berlim, “Berlin Alexanderplatz”, de Burhan Qurbani, protagonizado pelo ator luso-guineense Welket Bungué. Trata-se da atualização de um dos maiores romances da literatura alemã, a obra homónima de Alfred Döblin, já adaptada por Rainer Werner Fassbbinder na épica e emblemática série de televisão com o mesmo nome, que assim terá a sua estreia portuguesa durante a KINO.

Também em estreia nacional, na secção Visões, encontra-se os filmes: “Irmãzinha”, de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond, que une uma dupla de luxo na representação; “Planuras”, de Jenna Cato Bass, uma (há muito devida) apropriação feminista do género western; o thriller psicológico “Exílio”, de Visar Morina; a comédia negra “Golpe de Sorte”, de Peter Payer; e “Cortex”, de Moritz Bleibtreu, o primeiro filme realizado por um dos atores favoritos do público alemão, Moritz Bleibtreu.

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“Diz-me tu então”, de Michael Fetter Nathansky

Na secção Perspetivas encontram-se filmes como “Futuro três”, no qual um jovem gay, alemão, filho de exilados iranianos, encontra num casal de irmãos refugiados uma singular afinidade, “Casulo”, que acompanha as descobertas de uma jovem de 14 anos, “Animais a nu”, onde a intimidade e a dor andam de mãos dadas, “Lar doce lar”, um Heimatfilm de 2020, “Rival”, que dá a conhecer uma criança encurralada num mundo de adultos, ou “Diz-me tu então” que envolve o espectador numa tragicomédia entre vítimas e culpados.

A secção Realidades apresenta quatro documentários que abordam temas semelhantes de diferentes perspetivas: a ideia de origem em contraste com a atribuição de uma identidade pelos outros e por si próprio em “Becoming Black“, o sentido de pertença e a construção de alteridade, aquilo de que este se compõe e até onde é admitido no filme “Em nome de Xerazade ou o primeiro beergarden no Teerão”, a viagem iniciática pela Alemanha de leste depois da queda do muro e as reminiscências na atualidade, em busca de respostas para o alarmante crescimento da extrema-direita populista a que se assiste na Europa em “Viagem pela Alemanha – um road movie entre ontem e hoje” e a vivência das expectativas pessoais em contraste com as oportunidades sociais em “Pode ficar para amanhã”.

Visões
Berlin Alexanderplatz, de Burhan Qurbani
Irmãzinha, de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond
Planuras, de Jenna Cato Bass
Exílio, de Visar Morina
Golpe de Sorte, de Peter Payer
Cortex, de Moritz Bleibtreu

Perspetivas
Futuro três, de Faraz Shariat
Casulo, de Leonie Krippendorff
Animais a nu, de Melanie Waelde
Lar doce lar, de Johannes M. Schmit
Rival, de Marcus Lenz
Diz-me tu então, de Michael Fetter Nathansky

Realidades
Becoming Black, de Ines Johnson-Spain
Em nome de Xerazade ou o primeiro beergarden no Teerão, de Narges Kalhor
Viagem pela Alemanha – um road movie entre ontem e hoje, de Wolfgang Ettlich
Pode ficar para amanhã, de Lisa Weber

Fonte: KINO

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