Alain Resnais

Morreu este sábado, em Paris, o cineasta francês Alain Resnais, aos 91 anos, autor de obras-primas incontornáveis como “Noite e Nevoeiro” (1955), “Hiroshima, Meu Amor” (1959), “O Último Ano em Marienbad” (1961) e “O Meu Tio da América” (1980). O autor de clássicos dos anos 60 é uma referência fundamental na história do moderno cinema francês e um dos grandes nomes que pertenceu ao movimento da Nouvelle vague francesa. São cerca de cinquenta obras cinematográficas que Resnais realizou, entre curtas e longas e entre documentários e ficções. As suas obras mudaram o conceito de tempo subjectivo no cinema e “os melhores filmes de Alain Resnais misturam memória, imaginação, passado e presente, e desejo e realização. Entrelaçam a mesma dose de som, palavras, música e imagens.”. Esteve nomeado cinco vezes para a Palma de Ouro do Festival de Cannes, nomeado para três Ursos de Ouro do Festival de Berlim e nomeado para três Leões de Ouro do Festival de Veneza, sendo que ganhou um Leão de Ouro em 1961, com o filme “O Último Ano em Marienbad”. O cineasta trabalhou com grandes nomes do cinema como, Fanny Ardant, Emmanuelle Riva, Yves Montand, Geneviève Bujold, Michel Piccoli, Sabine Azéma e Gérard Depardieu. O cinema vê assim partir mais um dos grandes resistentes do cinema!