Óscares 2024: Brasil fica fora da 96ª edição do prémio

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Nesta quinta-feira (21), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood revelou os pré-nomeados em 10 categorias, sem incluir nenhuma produção brasileira.

Infelizmente, “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho e considerado o principal representante brasileiro, não integra a lista de pré-selecionados nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Documentário para os Óscares 2024. Com isso, o Brasil está oficialmente excluído da competição do próximo ano.

 

Além da obra de Mendonça Filho, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais submeteu o documentário “Elis & Tom, Só Tinha de Ser Com Você”, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay. Todavia, o filme da dupla também não conseguiu cativar os membros da Academia para os Óscares.

 

Dando uma rápida olhada no passado, a última vez que um filme brasileiro recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme Internacional (na época, a categoria era conhecida como Melhor Filme Estrangeiro) foi em 1999 com “Central do Brasil”, realizado por Walter Salles.

 

Essa nomeação, juntamente com a indicação de Fernanda Montenegro como Melhor Atriz – em uma das derrotas mais controversas da história da premiação – assinalou o encerramento de uma década bem-sucedida para o cinema nacional no prestigiado evento de Hollywood. Na ocasião, ela foi derrotada por Gwyneth Paltrow, que concorria por “A Paixão de Shakespeare”.

 

Retrocedendo mais um pouco, somente no final da década de 90 o cinema brasileiro alcançou suas primeiras nomeações ao prémio, destacando-se com obras da família de realizadores Barreto, como “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, em 1996, e “O Que É Isso, Companheiro?”, realizado por seu irmão Bruno Barreto, em 1998, ambas na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 

O revés ocorreu no período de 2000 a 2023, quando 24 produções brasileiras buscaram uma indicação na categoria e não obtiveram sucesso. Um caso particularmente marcante foi o de “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Kátia Lund que não foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme Internacional em 2003.

 

Contudo, no ano seguinte, após ser lançado nos Estados Unidos, “Cidade de Deus” surpreendeu ao receber quatro nomeações aos Óscares. Meirelles foi nomeado na categoria de Melhor Realização, Cesár Charlone recebeu a nomeação de Melhor Fotografia, Daniel Resende foi reconhecido na categoria de Melhor Montagem, e Bráulio Mantovani conquistou a nomeação de Melhor Argumento Adaptado por sua adaptação do livro “Cidade de Deus”, escrito por Paulo Lins.

 

A busca por uma indicação na 96ª cerimónia dos Óscares intensificou-se recentemente, impulsionada pela temporada de prémios das principais associações e sindicatos. Essa efervescência tomará ainda mais corpo nas próximas semanas, à medida que se aproxima a votação para os nomeados, agendada para o período de 11 a 16 de janeiro.

A cerimónia de premiação está marcada para 10 de março.

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