“O Feiticeiro de Oz” é um dos clássicos do cinema de Hollywood e durante anos e anos manteve-se no imaginário dos fãs de cinema, mas agora chegou a vez da Disney apostar de novo no mundo de Oz e pelas mãos do realizador Sam Raimi chega esta prequela que  se centra no ilusionista Oscar Diggs (James Franco) e em como este charlatão de valores dúbios acabou por se tornar na personagem mais respeitada de Oz: O Feiticeiro.

A sequência inicial é fantástica. A musica de Danny Elfman acompanha os créditos iniciais e cria a atmosfera ideal para um filme que acaba por desiludir bastante à medida que se desenvolve. Raimi bem tentou e nesse aspecto não há muito a apontar; o uso e abuso de cores no cenário e a forma como o CGI é criado de forma a simular um pouco os efeitos especiais “à moda antiga” criam uma sensação de regresso ao filme original, mas depois entra em cena tudo o resto. Não há originalidade nem dinamismo. O filme é grandioso e cheio de cor mas isso não esconde o facto de que é simplesmente aborrecido. A forma teatral como os actores desempenham os seus papeis aponta claramente para os espectadores mais novos, esquecendo-se dos pais que os acompanham na sala de cinema (e restantes adultos que pagaram para ver o filme) e que esperam algo mais de nomes como James Franco, Michelle Williams e Rachel Weiss. Fica sempre a sensação que o filme poderia abraçar muito mais a fantasia e o lado negro das bruxas de Este e Oeste mas em vez disso fica-se com um pouco de romance, algumas piadas engraçadas mas olvidáveis (vale ao filme a personagem de Zach Braff, o macaco Finley) e algumas cenas de acção que não impressionam nem os mais novos da audiência.

O que posso dizer de “Oz…” é que este é um filme sobre ilusão que nada faz por criar algo de novo, que não se esforça minimamente por ser melhor do que é, espelhando claramente a sua personagem principal que se diz nascida para grandes feitos mas passa o filme todo sem fazer nada para os atingir. Um filme onde apesar anos e anos de avanço em relação ao filme original, a única coisa que consegue trazer de novo são macacos com asas um bocadinho mais credíveis e uma Bruxa Má do Oeste que comparada com a original, levou umas valentes doses de botox em cima. Não há muito mais a dizer na verdade; por muito que goste do realizador Sam Raimi este é mais um filme feito por ele que depressa me vai sair da memória, ou pelo menos assim o espero.

Realização: Sam Raimi

Argumento: Mitchell Kapner

Elenco: James Franco, Michelle Williams, Rachel Weisz

EUA/2013 – Ação/Aventura/Fantasia

Sinopse: Oscar Diggs, um medíocre mágico de circo de ética questionável, é levado do empoeirado Kansas para a vibrante Terra de Oz, fica convencido que ganhou a lotaria e que está a um passo da fama e da fortuna. Isto, até conhecer as três bruxas, Theodora, Evanora e Glinda, que não estão assim tão convencidas de que ele é realmente o grande feiticeiro por quem todos esperavam. Arrastado com relutância para os problemas épicos relacionados com a terra de Oz e os seus habitantes, Oscar terá agora que distinguir o bem do mal antes que seja tarde demais. Recorrendo às suas artes mágicas através da ilusão, perspicácia – e ainda um pouco de feitiçaria – Oscar transforma-se não apenas no Grande Feiticeiro de Oz mas também num homem melhor.

«Oz - O Grande e Poderoso» - Nem grandioso nem poderoso
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