O Prémio Bárbara Virgínia 2016 será atribuído, pela Academia Portuguesa de Cinema, à atriz Laura Soveral, que receberá o troféu concebido pelo pintor e escultor Leonel Moura, numa cerimónia que irá decorrer no próximo ano.

O júri, constituído pelos realizadores António Pedro Vasconcelos e Leonel Vieira, pelo produtor Paulo Trancoso e pelos atores Luís Lucas e Paulo Pires distinguiu Laura Soveral por considerar que “a atriz teve uma carreira ímpar no cinema e no teatro nacional, representando um extraordinário exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras”.

Nascida em 1933, em Angola, começou a sua carreira de atriz no teatro, tendo passado pela televisão e pelo cinema. Iniciou a sua carreira cinematográfica com “Estrada da Vida” (1968), de Henrique Campos, seguindo-se filmes como “Vale Abraão” (1993), “A Divina Comédia” (1991) e “Francisca” (1981) de Manoel de Oliveira; “Terra Sonâmbula” (2007) de Teresa Prata; “Tráfico” (1998), “O Fatalista” (2005), “A Corte do Norte” (2008), “Filme do Desassossego” (2010) e “Os Maias – Cenas da Vida Romântica” (2014) de João Botelho; “Três Irmãos” (1994) de Teresa Villaverde; “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996) de José Fonseca e Costa; “Adeus, Pai” (1996) de Luís Filipe Rocha; “Alice” (2005) de Marco Martins; “The Lovebirds” (2007) de Bruno de Almeida; “Uma Abelha no Chuva” (1972) e “O Delfim” (2002) de Fernando Lopes; “O Cônsul de Bordéus” (2011) de João Correa e Francisco Manso; “Tabu” (2012) de Miguel Gomes; “Cadências Obstinadas” (2013) de Fanny Ardant, entre outros.

O prémio Bárbara Virgínia foi instituído em 2015 pela Academia Portuguesa de Cinema para homenagear uma figura feminina que se tenha distinguido no cinema português. Na primeira edição o galardão foi atribuído à atriz Leonor Silveira.