A Disney regressa ao lápis no seu mais recente filme de animação, numa altura em que o digital e o 3D estão na moda nos filmes de animação. Mas esta não é a única novidade deste filme, a Dinsey ao adaptar a história da «Princesa e o Sapo» (dos irmãos Grimm), para uma versão moderna, criou a primeira princesa negra, mais concretamente, uma afro-americana. Ao fim de quarenta e nove longas-metragens já realizadas a protagonista da história é negra.

A história é passada em Nova Orleães, nos anos 20 do séc.XX. O arrogante e despreocupado príncipe Naveen é alvo de um feitiço mágico voodoo (feito por Faciller, um misterioso feiticeiro), sendo transformado em sapo. Convencido de que Tiana, uma simples e pobre empregada, é também uma princesa, pede a esta que o beije para voltar a ser humano. No entanto, ela também é transformada em rã. Agora os dois terão de se aventurar pelos pântanos do Louisiana, com ajuda de um crocodilo trompetista muito divertido, um pirilampo e uma senhora cega que vive num barco sobre uma árvore. Juntos terão de encontrar uma solução para o seu grande problema.

Mais uma vez, a Disney volta a juntar aquilo que sempre fez e bem: 2D, Música, e Animais que falam e cantam. Comecemos pelo 2D, como já foi referido em cima, a Disney decidiu apostar num filme feito a lápis, recusando o método actual, do digital e 3D. A música, como sempre, foi importante na Disney. Toda a gente ainda se lembra de músicas como: “Colors ofthe Wind” (Pocahontas), “Can You Feel The Love Tonight” (Rei Leão), “Hakuna Matata” (Rei Leão), “A Star Is Born” (Hercules) e “You’ve Got A Friend In Me” (Toy Story). Desta vez, Randy Newman, criou uma Banda Sonora bem ao estilo de Nova Orleães, ao som do Jazz. Esta BSO é bastante boa, conseguindo ser nomeada duas vezes para os Óscares, Melhor Música Original “Almost There” e “Downin New Orleans”. Animais que falam, em grande parte dos filmes da Disney, estão presentes. Neste filme temos um crocodilo trompetista, como o trompetista de jazz Louis, que já fez parte de outros clássicos da Disney. Foi o caso “As Aventuras de Bernardo e Bianca” (1977). Outra ligação que podemos fazer é ao rei Orangotango de “O Livro da Selva” (1967), também com o nome de Louis (King Louie), uma personagem que cantava sobre querer ser humano (“I Wanna Be Like You”;).

Um filme para toda a família, dos 8 aos 80. Muitos adultos põem este tipo de filmes de lado, pelo facto de ser de animação, mas é preciso não esquecer que a animação é para todas as idades, tendo o mesmo valor cinematográfico e artístico que um filme “normal”. «A Princesa e o Sapo» é uma fantástica animação pois conseguiu que a animação clássica volta-se a vingar no mercado comercial.

Realização: John Musker

Argumento: John Musker

Elenco: 

EUA/2010 – Animação

Sinopse: Uma comédia passada na cidade de Nova Orleães, dos criadores da “A Pequena Sereia” e “Aladin”, que é uma versão moderna de um conto clássico, que conta com uma rapariga chamada Tiana, um príncipe sapo que tenta desesperadamente voltar a ser humano e um beijo fatídico que os levará numa hilariante aventura através dos fascinantes riachos do Louisiana.

«A Princesa e o Sapo» - A Disney Regressa ao Passado
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