Ao décimo e antepenúltimo dia do Festival de Cannes estrearam os filmes “In the Fog” de Sergei Loznitsa e “Cosmopolis” de David Cronenberg.

 

O cineasta russo Sergei Loznitsa regressa pela segunda vez a Cannes com uma nova ficção, “In the Fog”, um filme num estilo clássico, com a 2ª Guerra Mundial como pano de fundo, sobre um ferroviario que é acusado de traição. A crítica classificou-o como classicista e convencional, com ritmos lentos na edição e total ausência de música. Sergei Loznitsa sobre o seu filme: “Há dez anos que queria fazer esse filme e só agora é que pude. De fato, não é um filme sobre a guerra, ma sobre as gentes que se encontram em situações especiais. A guerra determina uma certa atmosfera, um dado ambiente. O que mostro no filme, é que um homem não é capz de fazer tudo, mas não teor político, seja de que tipo for, subjacente. Para mim Dans la brume pode passar-se em qualquer lugar e em qualquer momento.”.

 

“Cosmopolis”, um dos filmes mais esperados do certame, realizado por David Croneberg e produzido por Paulo Branco, que regressa a Cannes onde apresentou já quatro filmes. Um filme político sobre a crise do capitalismo que dividiu a crítica. Considerado um filme “excitante, exótico, ousado e preciso”, uma “sátira fria, nítida e cristalina”. Segundo a Empire: “De alguma forma, de David Cronenberg,” Cosmopolis “articula tudo o que pensosobre pós-financeira capitalismo em crise, ou seja, o mundo de hoje Escusado será dizer que é estranho, mas até mesmo do diretor.” Inexistente “e” Videodrome: ébizarro, com as boas maneiras, performances afetadas da antiga e os personagens de fora do último.”. Cronenberg sobre o filme: “Os últimos vinte e dois minutos deste filme parecem-se com uma peça de teatro. É como se o filme encerrasse uma curta-metragem no interior. A câmara aproxima-se, a seguir afasta-se do actor. Para mim, a essência do Cinema é um rosto de ser humano que fala. Quando volto à minha caravana, vejo as cenas, a iluminação… Dou atenção a cada detalhe. É um filme que não foi fácil de realizar.”. Continua a ser um forte candidato a qualquer prémio da selecção oficial.

 

Neste dia foram entregues já os primeiros prémios, fora da secção competitiva:

 

O Júri da Cinéfondation e das curtas-metragens, presidido por Jean-Pierre Dardenne e composto por Arsinée Khanjian, Karim Aïnouz, Emmanuel Carrère e Yu Lik-Wai, entregou os prémios da Cinéfondation durante uma cerimónia realizada na sala Buñuel, seguida da projecção dos filmes premiados.

 

Primeiro Prémio

Doroga Na (The Road to) de Taisia Igumentseva (Rússia)

Segundo Prémio:

Abigail de Matthew James Reilly (EUA)
Terceiro Prémio

Los Anfitriones (The Hosts) de Miguel Angel Moulet (Cuba)

 

Assim como o júri da 51ª edição da Semana da Crítica de Cannes, composto por Bertrand Bonello e João Pedro Rodrigues entre outros, anunciou os vencedores.

 

Longas-Metragens

Grande Prémio
Aquí y Allá de Antonio Méndez Esparza

Prémio Visionário
Sofia’s Last Ambulance de Ilian Metev

Prémio SACD
God’s Neighbours de Meni Yaesh

Prémio ACID/ CCAS
Los Salvajes de Alejandro Fadel

 

Curtas-Metragens

Prémio Descoberta
A Sunday Morning de Damien Manivel

Menção Honrosa
O Duplo de Juliana Rojas

Prémio Canal+
Circle Line de Shin Suwon