Jacques Perrin, ator de ‘Cinema Paradiso’, morre aos 80 anos

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O mundo do cinema está de luto após saber da morte do ator que interpretou algumas das cenas mais memoráveis ​​da tela grande, Jacques Perrin. O parisiense morreu esta quinta-feira (21), aos 80 anos, na capital francesa, de acordo com relatos da mídia local.

“A família tem a grande tristeza de informar sobre a morte do cineasta Jacques Perrin, falecido na quinta-feira, 21 de abril, em Paris. Ele faleceu pacificamente”, anunciou o seu filho Mathieu Simonet em comunicado enviado à AFP.

Perrin tornou-se um dos grandes intérpretes do cinema europeu ao participar de grandes sucessos internacionais como Cinema Paradiso, onde entrou na pele do inesquecível Salvatore Di Vita, e emThe Choir Boys’. Perrin apareceu em mais de 70 produções numa longa carreira que foi desde a década de 1950 até à atualidade.

Perrin em ‘Cinema Paradiso’

Nascido em Paris em 1941, Perrin era filho do diretor teatral Alexandre Simonet e da atriz Marie Perrin. O francês iniciou sua carreira profissional na tela grande em 1960 com o filme “A Rapariga da Mala”, realizado por Valerio Zurlini. Sob as ordens do italiano, ele também esteve no filme “Dois Irmãos, Dois Destinos”, no qual estrelou ao lado de Marcello Mastroianni.

Carreira:

Entre seus trabalhos de maior sucesso como ator está Cinema Paradiso”, a comovente homenagem ao cinema de Giuseppe Tornatore, com aquela cena final em que o Salvatore maduro interpretado por Perrin chora na sala vendo todos aqueles beijos suprimidos pela censura do padre da cidade, e “Os Coristas”, dirigido por Christophe Barratier. Perrin era frequentemente escolhido para ser militar, com destaque por “La 317ème section” em 1965, “Le Crabe-Tambour” em 1977 e “L’honneur d’un capitaine” em 1982 , todos realizados por Pierre Schoendoerffer. Também entrou ao lado de Catherine Deneuve nos musicais de Jacques Demy: “As Donzelas de Rochefort”, de 1967, e “A Princesa com Pele de Burro”, de 1970.

 

Documentários:

Um ecologista empenhado, co-produziu vários documentários, incluindo “Le peuple singe”(1989), “Microcosmos: O Povo da Erva” (1996), sobre o mundo dos insetos e criaturas microscópicas que vivem nas proximidades, jardins e florestas, que recebeu o Grande Prémio Técnico do Festival de Cannes e cinco prémios César. “Aves Migratórias” (2001), que narrava as viagens migratórias das aves, um grande sucesso de bilheteira na Europa e nos EUA e nomeado ao Óscar e “Oceanos” (2009), sobre a vida marinha, que ganhou o César de Melhor Documentário e “Himalaya” (1999).

“Microcosmos: O Povo da Erva” (1996)

 

Produtor:

O ator também se destacou por sua faceta como produtor cinematográfico, fundando sua própria produtora, a Reggane Films, em 1968, que ficou por trás de filmes como Z”, do cineasta franco-grego Costa-Gavras, que ganhou o Óscar de Melhor Filme Internacional em 1969, ou Le Crabe-Tambour”, dirigido por Pierre Schoendoerffer, Melhor Filme no César Awards. Perrin co-produziu de cerca de 15 filmes.
“Z” de Costa-Gavras

 

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