Produtoras da Dinamarca

Produtores dinamarqueses pressionam streaming

Os produtores dinamarqueses vêm a público pressionar a Netflix, Viaplay e o sindicato Create Denmark a voltar à mesa das negociações ou arriscar perdas na ordem dos 200 milhões de euros na indústria.

Produção de "Borgen", Netflix
Produção de “Borgen”, Netflix

As empresas de produção dinamarquesas enviaram uma carta aberta às maiores empresas de streaming do seu mercado, incluindo a Netflix e a Viaplay, e aos sindicatos, pressionando-os a regressar às negociações.

A intenção prende-se com voltar a financiar a produção de conteúdo local ou arriscar que metade da indústria seja arrasada, considerando que o sector perderá mais de 200 milhões de euros.

O processo de negociação com o sindicato Create Denmark caiu por terra em Janeiro e a Netflix, Viaplay, TV2, HBO Max, Disney+ e a Amazon Prime Video deixaram de encomendar séries e filmes dinamarqueses devido ao seu elevado custo.

Há nove meses, todos aquelas plataformas rejeitaram as propostas avançadas pelo Create Denmark e a Associação de Produtores Dinamarqueses, apesar de a Viaplay se ter comprometido num acordo de curto prazo e ainda se encontrar em conversações, a par da Netflix, que não rejeitou continuar o diálogo.

Agora as maiores empresas produtoras independentes do país, como a Miso Film, ITV Studios, SAM Productions, Nordisk Film Production, SF Studios e Tall & Small, assinam a carta aberta onde criticam ainda que as exigências impostas pelo sindicato eram irrealistas e não existem em nenhum outro local do mundo.

Escola de Cinema da Dinamarca
Escola de Cinema da Dinamarca

Estas empresas alegam que não é possível continuar sem o streaming e certo é que, nesta nova realidade, o investimento global concretizado pelas plataformas de streaming anda na ordem dos 16% no que diz respeito a conteúdo original.

Apesar dessa realidade, a Dinamarca já havia, em Maio deste ano, introduzido uma taxa de 6% aplicável àquelas empresas de modo a apoiar a produção local de filmes e televisão.

A Dinamarca juntou-se, assim, à Suíça, Portugal e Espanha na introdução de taxas que permitem que os investimentos destas plataformas se possam voltar para o desenvolvimento local.

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