O chamado “board of governors”, Conselho de Governadores, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aprovou várias mudanças importantes para as futuras cerimónias dos Óscares. Na terça-feira à noite, o Conselho de Governadores da academia reelegeu o cineasta e diretor de fotografia John Bailey como presidente e aprovou algumas alterações ao formato da cerimónia. Estas mudanças surgem na esperança de reverter o número cada vez menor de telespectadores dos Óscares, que em 2018, na 90.ª cerimónia, registaram-se os piores resultados de sempre, com apenas 26,5 milhões de pessoas nos EUA a assistirem à cerimónia.

A primeira novidade é a alteração da duração da transmissão televisiva, que passa de quatro para três horas. Uma das razões que leva muitos a considerarem o programa longo demais e entediante é a sua longa duração. A Academia pretende uma cerimónia de entretenimento com três horas, sendo que para honrar as 24 categorias, algumas categorias vão ser apresentadas ao vivo, no Dolby Theatre, durante os intervalos comerciais (categorias por determinar). Os momentos da vitória serão editados e transmitidos mais tarde durante a transmissão.

A segunda novidade é a criação de uma nova categoria para ‘outstanding achievement in popular film’, ou seja para filmes populares, os chamados ‘blockbusters’. Os critérios para esta nova categoria ainda estão por anunciar. A Academia tenta com esta nova categoria atrair um determinado público que aprecia os blockbusters.

Por fim, a última novidade refere-se à 92.ª edição, que será transmitida mais cedo, a 9 de fevereiro de 2020, mantendo-se inalterada a data prevista para a cerimónia de 2019 (a 24 de fevereiro).

Lê-se na carta divulgada que o Conselho de Governadores ouviu as sugestões apresentadas pelos membros no sentido de “manter a relevância dos Óscares e da academia num mundo em mudança“.