A organização da 16.ª edição do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema, a decorrer entre 2 e 12 de maio, apresentou mais dois filmes a integrar a programação do IndieLisboa: em estreia mundial vão ser apresentados “Sacavém”, de Júlio Alves, sobre o cinema de Pedro Costa, e “Ama Romanta – uma utopia que fazia discos”, de Vasco Bação, sobre uma editora discográfica de música alternativa portuguesa dos anos 1980. Ambos são estreias mundiais.

“Sacavém”, de Júlio Alves, é uma viagem pelo cinema de Pedro Costa. O documentário, em estreia mundial no IndieLisboa, inclui uma revisão dos seus filmes nas palavras do próprio, desde “Casa de Lava” até às suas obras mais recentes. É o regresso de Júlio Alves à competição nacional do IndieLisboa depois de aqui ter mostrado o filme “A Casa” (IndieLisboa 2012). Sacavém junta-se à lista de filmes da competição nacional do IndieLisboa já apresentada.

A história de “Ama Romanta – uma utopia que fazia discos” ultrapassa a mera documentação da música mais alternativa que se fazia na década de 80 em Portugal. Casa para as primeiras obras de projectos como Pop Dell’Arte, Mão Morta, Telectu, Sei Miguel, Santa Maria Gasolina em teu Ventre ou Mler Ife Dada, a editora fundada por João Peste sumariza a vontade de uma geração a lutar contra a censura camuflada de rádios e editoras. Realizado por Vasco Bação, este documentário narra a história de resistência cultural de uma editora independente, através do seu catálogo e da apresentação de materiais inéditos que testemunham a singular explosão criativa daqueles anos em que esteve ativa.

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Fonte: IndieLisboa