Depois de “Memento” (2000) e do estrondoso sucesso de “O Cavaleiro das Trevas” (2008 ), Christopher Nolan escreve e realiza um filme fora do vulgar, “A Origem” (Inception). Desde o seu primeiro filme “Following” (1998 ) até “O Cavaleiro das Trevas” (2008 ), o seu género predominante foi sempre o thriller. Com “A Origem”, Nolan aborda, pela primeira vez, o género de ficção científica, com o tema da mente humana, os sonhos. Apesar da temática do filme ser bastante complexa, Nolan conseguiu tornar a história simples e imprevisível. Contudo, não deixa de ser um filme de massas.

“A Origem”, conta a história de Cobb (Leonardo DiCaprio), um talentoso “ladrão de sonhos”, ou seja, ele rouba segredos e ideias às pessoas directamente das suas mentes, durante os sonhos. Esta rara habilidade faz de Cobb uma das pessoas mais influentes no mundo da espionagem empresarial, mas também fez dele um fugitivo internacional e isso custou-lhe tudo o que já amara. Mas com um último trabalho pode ser-lhe devolvida a sua antiga vida. Cobb e a sua equipa (Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Tom Berenger e Dileep Rao) têm agora que fazer o inverso, colocar uma ideia na mente de alguém. O que não será tarefa fácil, pois a sua equipa irá enfrentar grandes dificuldades quando entrarem na mente daquela pessoa.

O termo “inception” refere-se ao acto de colocar uma ideia no subconsciente de um cliente, em vês de a extrair, daí o título do filme, “Inception”. Este filme faz-nos pensar duas vezes, com o que realmente é a realidade e o sonho. Nolan, à semelhança das bonecas russas, as “Matrioskas”, faz-nos entrar num sonho dentro de outro, sucessivamente. Chegando ao ponto de estarmos dentro de quatro sonhos ao mesmo tempo, o que torna a acção muito complexa. E o que é extraordinário neste filme, é essa facilidade com que passamos de um sonho para o outro, sem nos perdermos. O filme consegue deixar-nos sem fôlego, pois exige uma grande concentração do espectador.

Este filme não encaixa, na totalidade, no grupo de blockbusters de Verão, pela sua complexidade e algumas vezes, pela difícil compreensão de ideias que são admitidas no filme e não são explicadas. Para se ver este filme, tem que se aceitar logo no inicio que aquele mundo existe e é possível entramos na mente de alguém. Visto Nolan não explicar isto no filme, torna-o mais credível, pois o espectador aceita-o à partida.

A fantástica realização de Nolan, a magnífica fotografia de Wally Pfister, a fabulosa música de Hans Zimmer e as incríveis interpretações do elenco deram um excelente resultado final. Trata-se de um filme intenso, com um ritmo louco. O final do filme é algo de surpreendente que deixa o espectador a pensar. “A Origem” é provavelmente um dos melhores filmes do ano e será certamente um dos mais falados. Um filme a não perder!

Realização: Christopher Nolan

Argumento: Christopher Nolan

Elenco: Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Tom Berenger

EUA/2010 – Ficção Cientifica

Sinopse: Dom Cobb é um talentoso ladrão, o melhor na arte da extracção: ele rouba segredos e ideias às pessoas directamente das profundezas das suas mentes, durante os sonhos – estado em que a nossa mente está mais vulnerável. A rara habilidade de Cobb fez dele uma das pessoas mais influentes neste novo mundo de espionagem empresarial, mas também fez dele um fugitivo internacional e custou-lhe tudo o que já amara. Mas agora foi-lhe oferecida uma oportunidade para se redimir. Um último trabalho pode devolver-lhe a sua antiga vida. Em vez do assalto perfeito, Cobb e a sua equipa de especialistas têm exactamente de fazer o inverso: instalar uma ideia na mente de alguém. Se tiverem sucesso, poderá ser o crime perfeito. Mas todo o cuidado é pouco, pois têm um perigoso inimigo cada vez mais perto, que só Cobb poderia ter visto aproximar-se.

«A Origem» - O Mundo da Mente e dos Sonhos
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