O dia 8 de Julho de 2011 ficará para a história do cinema português, como o dia em que é criada, finalmente, a Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas, ou seja, a Academia de Cinema português. Foi anunciado em finais de Março deste ano, que a Academia iria ser fundada este ano e que em 2012 está prevista a primeira cerimónia de entrega dos prémios da Academia. Prémios esses, que ainda não tem nome, pois os membros da Academia estão ainda a escolher. A escolha do nome dos futuros prémios da Academia tem gerado muito debate, sendo que Aurélio (Aurélio Paz dos Reis), Oliveira (Manoel de Oliveira) e Sophia (Sophia de Mello Breyner) são os nomes mais fortes e prováveis para baptizarem o nosso prémio do cinema português. Tem que ser um nome que tenha algum significado para o cinema ou que represente as Arte, no geral, em Portugal.

 

Uma organização destas pretende prestigiar o cinema Português e os seus técnicos (realizadores, técnicos de som e câmara, produtores, críticos, atores, etc.), premiar a produção nacional e promover estudos e trabalhos sobre o setor, da mesma forma que outros países o fazem. Como é o caso de Espanha (Goyas), EUA (Óscares), Reino Unido (BAFTA’s) e França (Césares). Uma Academia destas estimula, reconhece e cria o debate do nosso cinema. É de facto um acontecimento histórico, que já há muitos anos se esperava ver concretizado. 2011 será assim um ano que ficará para a história do cinema português, um ano em que vão estrear em Portugal 28 longas-metragens (21 de ficção e 7 documentários), segundo previsão do ICA. Estes 28 filmes poderão estar em 2012 nomeados para a primeira cerimónia da Academia.

 

Em baixo fica um vídeo da SAPO Cinema, que entrevistou o realizador Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”), um dos criadores da Academia.