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Claudio Azevedo

Editor

Natural de Vila do Conde, 34 anos. Tendo feito a sua formação superior na área da Filosofia - a sua licenciatura, o mestrado e o ano curricular do doutoramento -, o fascínio pelo cinema foi sempre uma presença bastante viva. Talvez oscile entre estes dois mundos porque procura, algures num ponto absolutamente exterior a si, o lugar onde o mundo ameaça a sua dissolução e onde anuncia a chegada do que é novo. Talvez para aí apontem as palavras de Nietzsche que vivificam a nossa consciência como relâmpagos; talvez para essa dimensão indecifrável apontem os olhares dos modelos bressonianos, mesmo que nada os olhe, ou só o nada os olhe; talvez para aí apontem os rostos vulneráveis de Bergman; ou talvez esse ponto misterioso seja apenas um puro fluxo de matéria que nos olha desde todos os lados, como no cinema de Vertov. "Pois que é o Belo senão o grau do Terrível que ainda suportamos e que admiramos porque, impassível, desdenha destruir-nos?" Rainer Maria Rilke, in " Elegias de Duíno"